A Coreia do Norte inaugurou em Pyongyang um museu dedicado aos soldados norte-coreanos que morreram combatendo ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia. A cerimônia contou com a presença de Kim Jong-un, do ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, e do presidente da Duma, Vyacheslav Volodin.
O espaço, chamado oficialmente de Museu Memorial dos Feitos de Combate em Operações Militares no Exterior, também reúne uma exposição de armamentos e equipamentos capturados das forças ucranianas. Entre os itens mostrados a Kim e à delegação russa estariam armas ocidentais e veículos blindados, incluindo tanques de fabricação alemã.
A inauguração foi marcada para coincidir com o primeiro aniversário da retomada russa da região de Kursk, episódio usado por Moscou e Pyongyang como símbolo da cooperação militar entre os dois países. Durante o evento, Kim exaltou os militares mortos e defendeu o fortalecimento da aliança com a Rússia contra o que chamou de pressão do Ocidente.
Desde 2024, a Coreia do Norte ampliou seu apoio direto a Moscou, enviando tropas e armamentos convencionais para a frente de batalha. Estimativas da inteligência sul-coreana apontam que cerca de 15 mil militares norte-coreanos foram enviados à Rússia, com milhares de baixas entre mortos e feridos.
A abertura do museu reforça a tentativa de Pyongyang de transformar sua participação na guerra em propaganda interna, ao mesmo tempo em que sinaliza que a cooperação militar com Moscou deve continuar. Segundo relatos da imprensa estatal russa, os dois países também discutem um plano de cooperação militar de longo prazo, cobrindo o período de 2027 a 2031.