O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, indicou nesta quinta-feira (20) que Washington considera menos provável uma retomada de operações militares de grande escala contra o Irã enquanto intensifica a campanha de pressão econômica sobre Teerã.
Em entrevista à CNBC, Bessent afirmou que, se os Estados Unidos estiverem aplicando a estratégia de “pressão econômica máxima”, provavelmente não haverá uma retomada de ações militares de grande escala. O secretário, porém, deixou claro que essa avaliação se refere ao cenário atual, sem descartar completamente uma futura ação militar.
A declaração ocorre enquanto o governo do presidente Donald Trump prepara o que Bessent classificou como as sanções mais duras já impostas contra o Irã. Segundo ele, a estratégia combina o bloqueio marítimo já aplicado contra o país com novas medidas destinadas a ampliar o isolamento financeiro e comercial iraniano. Mais detalhes devem ser apresentados em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.
Bessent também pediu que aliados dos Estados Unidos e outros países participem da campanha. A China recebeu atenção especial por ser o maior comprador do petróleo iraniano transportado por via marítima. Segundo dados citados pela Reuters, Pequim compra mais de 80% dessas exportações iranianas.
O secretário argumentou que uma pressão econômica suficientemente forte pode reduzir a necessidade de novas operações militares e ajudar a pressionar Teerã a aceitar as condições de Washington. A estratégia, portanto, não representa uma garantia de que os ataques terminaram, mas sinaliza que o governo Trump pretende, neste momento, privilegiar sanções, isolamento financeiro e o bloqueio econômico como principais instrumentos de pressão contra o Irã.
O governo iraniano rejeitou as ameaças americanas. O chanceler Abbas Araqchi acusou Washington de utilizar a campanha contra o Irã para desviar a atenção de problemas econômicos internos dos Estados Unidos.