A China reconheceu de forma indireta a morte de dois integrantes da sua Guarda Costeira em uma operação no Mar do Sul da China. Os nomes de Yi Xinyu, de 21 anos, e Cheng Long, de 25 anos, foram incluídos como “mártires” em um site oficial de homenagem administrado pelo Ministério de Assuntos de Veteranos da China.
Segundo as informações divulgadas, os dois morreram durante uma missão de “proteção de direitos marítimos”, expressão usada por Pequim para se referir às ações de patrulha e afirmação de soberania em áreas disputadas. A citação de Cheng afirma que ele morreu de forma “trágica e heroica”, enquanto a de Yi menciona uma operação de linha de frente no Mar do Sul da China.
O caso está ligado a uma colisão ocorrida em 2025 perto do Scarborough Shoal, área disputada entre China e Filipinas. Na ocasião, embarcações chinesas tentavam bloquear uma missão filipina quando um navio da Guarda Costeira chinesa colidiu com um destróier da Marinha chinesa. Imagens divulgadas pela Guarda Costeira das Filipinas mostraram o impacto e os danos na embarcação chinesa.
Até agora, Pequim não havia confirmado oficialmente mortes no incidente. A inclusão dos dois agentes na lista de mártires é vista como o primeiro reconhecimento público de baixas chinesas em confrontos recentes no Mar do Sul da China. O episódio também expõe os riscos das operações cada vez mais agressivas realizadas por navios chineses em áreas disputadas.
A região segue como um dos principais pontos de tensão da Ásia. A China reivindica grande parte do Mar do Sul da China, enquanto Filipinas, Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan também possuem reivindicações sobre partes da área. Nos últimos dias, Pequim realizou novas patrulhas militares e exercícios perto do Scarborough Shoal, aumentando a pressão sobre Manila.