Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, estaria em estado extremamente crítico e poderia morrer a qualquer momento, segundo duas fontes próximas ao governo do presidente Masoud Pezeshkian ouvidas pelo IranWire. A informação ainda não foi confirmada por autoridades iranianas.
O caso aumenta a pressão sobre o regime iraniano em um momento de forte instabilidade interna. Mojtaba não aparece publicamente há meses, o que alimenta rumores sobre sua real condição física e sobre quem exerce, de fato, o comando político e militar do país. O próprio IranWire já havia destacado que a ausência dele em eventos públicos importantes ampliava as dúvidas sobre sua saúde e seu paradeiro.
A versão oficial de Teerã, até agora, tem sido a de que Mojtaba sofreu apenas ferimentos superficiais. Um representante do Ministério da Saúde afirmou, segundo a imprensa estatal iraniana citada pelo IranWire, que os ferimentos não causaram complicações graves. Essa narrativa contrasta com relatos anteriores de fontes ouvidas pela Reuters, que apontaram ferimentos severos no rosto e nas pernas após o ataque que matou seu pai, Ali Khamenei.
A falta de imagens recentes e verificáveis de Mojtaba também virou um problema político. Reportagens recentes indicam que até o presidente Pezeshkian teria dificuldade para se comunicar com o líder supremo, enquanto disputas internas sobre negociações envolvendo o Estreito de Hormuz expuseram tensões entre o governo, setores diplomáticos e alas mais duras ligadas à Guarda Revolucionária.
Se a informação sobre o estado crítico for confirmada, o Irã pode entrar em uma nova crise sucessória poucos meses após a morte de Ali Khamenei. Em um sistema onde o líder supremo concentra a palavra final sobre segurança, política externa e forças armadas, qualquer sinal de incapacidade física pode abrir espaço para disputas entre clérigos, militares e facções políticas.