Uma imagem de satélite atribuída ao canal TG Exilenova mostra pelo menos seis petroleiros russos e um navio graneleiro concentrados no porto de Azov, na região de Rostov, no sul da Rússia. Alguns dos navios aparecem com marcas escuras compatíveis com queimaduras, o que reforça a suspeita de que fazem parte da frota atingida recentemente por drones ucranianos no mar de Azov.
A região virou um dos principais alvos da campanha ucraniana contra a logística marítima russa. Segundo a Reuters, forças ucranianas afirmaram ter mirado 116 embarcações no mar de Azov em nove dias, incluindo petroleiros, graneleiros e rebocadores. O objetivo declarado seria inutilizar os navios, não necessariamente afundá-los, para dificultar o transporte de combustível e suprimentos para a Crimeia ocupada e outras áreas controladas por Moscou.
O Guardian também informou que a Rússia foi forçada a restringir a navegação no mar de Azov após uma sequência de ataques ucranianos contra embarcações, incluindo navios da chamada frota sombra, usada para transportar petróleo e derivados sob sanções internacionais.
A concentração de navios em portos e estaleiros russos aumenta a vulnerabilidade dessas embarcações. Com a navegação sob risco e canais de saída restritos, petroleiros e cargueiros acabam ficando parados em áreas previsíveis, o que facilita novos ataques com drones navais ou aéreos.
O canal ucraniano UNN informou que o Exilenova publicou imagens de ataques contra petroleiros no mar de Azov, enquanto o sistema NASA FIRMS registrou novos focos de incêndio na região e em estruturas ligadas ao porto Kavkaz, outro ponto importante da logística russa para a Crimeia.
Esses ataques mostram que Kiev tenta ampliar a pressão sobre a retaguarda russa, atingindo não apenas refinarias e depósitos de combustível, mas também os navios usados para manter o fluxo de petróleo, grãos e suprimentos militares. Para Moscou, o problema não é apenas a perda de embarcações, mas o efeito acumulado sobre seguros, rotas, reparos, escoltas e disponibilidade de navios.