O Senado dos Estados Unidos avançou um amplo projeto de sanções contra a Rússia por 86 votos a 12. A votação foi processual e ainda não representa a aprovação definitiva da legislação.
O texto foi liderado pelo senador republicano Lindsey Graham, em parceria com o democrata Richard Blumenthal. O projeto busca reduzir as receitas obtidas por Moscou com a venda de petróleo e gás, consideradas fundamentais para o financiamento da guerra contra a Ucrânia.
A proposta permitiria ao presidente Donald Trump aplicar tarifas de até 100% sobre produtos importados dos maiores compradores de energia russa. Países como China e Índia estão entre os principais alvos. O texto limita a medida aos cinco maiores compradores de petróleo ou gás russo e aos países que mais ajudam Moscou a contornar as sanções.
A legislação também prevê sanções contra autoridades russas, instituições financeiras, grandes projetos de energia e navios da chamada frota sombra. Essas embarcações, muitas vezes antigas e registradas sob bandeiras estrangeiras, são usadas para transportar petróleo russo e evitar restrições ocidentais.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acompanhou a contagem dos votos da galeria de visitantes do Senado. Antes da votação, ele se reuniu com parlamentares americanos e defendeu que as novas medidas poderiam aumentar a pressão sobre Vladimir Putin e ajudar a levar Moscou a uma negociação.
Apesar do amplo apoio, alguns democratas demonstraram preocupação com os novos poderes tarifários concedidos a Trump e com possíveis aumentos nos custos das importações americanas. O projeto ainda precisa passar por outras votações no Senado e, posteriormente, pela Câmara dos Representantes.