O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que o acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita somente será aprovado se o país aderir aos Acordos de Abraão e normalizar as relações diplomáticas com Israel.
Trump também declarou que o acordo não permitirá o enriquecimento de urânio. Segundo ele, as instalações nucleares sauditas serão destinadas exclusivamente a atividades civis, como geração de energia.
O acordo foi assinado pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, e pelo ministro saudita da Energia, Abdulaziz bin Salman. O documento permite a transferência de tecnologia, materiais e equipamentos nucleares americanos para a Arábia Saudita, mas ainda precisa passar pelo processo de análise do Congresso dos Estados Unidos.
A declaração de Trump tenta encerrar dúvidas sobre a possibilidade de Riad enriquecer urânio dentro do país. Reportagens publicadas após a assinatura indicavam que o texto poderia abrir espaço para essa atividade no futuro, o que provocou preocupação entre especialistas em proliferação nuclear.
A principal dificuldade política está na exigência de normalização com Israel. O governo saudita afirma que qualquer acordo depende da criação de um caminho claro para o estabelecimento de um Estado palestino, condição rejeitada pelo atual governo israelense.
Os Acordos de Abraão foram lançados durante o primeiro governo Trump e estabeleceram relações diplomáticas entre Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. A entrada da Arábia Saudita seria considerada o maior avanço do projeto desde 2020.