A União Europeia chegou a um acordo sobre o 21º pacote de sanções contra a Rússia após a Grécia retirar seu veto. Atenas recebeu uma isenção que permitirá a empresas gregas continuar transportando gás natural liquefeito russo para países fora da UE, dentro de contratos assinados antes da invasão da Ucrânia em 2022.
A medida beneficia principalmente a transportadora grega Dynagas. A autorização terá duração inicial de 12 meses, poderá ser renovada e limitará o volume transportado aos níveis registrados em 2025.
Em troca, a Grécia aceitou manter por mais um ano o teto de US$ 44,10 por barril para o petróleo russo. A decisão evita que o limite aumente automaticamente em meio à instabilidade no mercado mundial de energia.
O pacote amplia as sanções contra navios ligados à frota sombra russa, bancos, instituições financeiras, plataformas de criptomoedas e empresas envolvidas no comércio de petróleo e metais. Mais de 250 pessoas e organizações também serão incluídas nas listas europeias de restrições.
Parte das medidas inicialmente propostas foi reduzida durante as negociações. As restrições contra importações de pescados russos foram retiradas, enquanto o Patriarca Kirill e o empresário Vagit Alekperov, fundador da Lukoil, não foram incluídos na lista final. A proposta de impedir a entrada de soldados russos no Espaço Schengen também foi limitada diante da resistência de alguns países.