A Ucrânia divulgou um novo vídeo mostrando ataques de drones contra mais 13 embarcações ligadas à logística marítima russa no Mar Negro e no Mar de Azov. Segundo as Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, os alvos incluíram oito navios de carga seca, um petroleiro, um navio de transporte de gás, um rebocador e duas gruas flutuantes.
Com esta nova rodada, Kiev afirma que a chamada Operação Molochka já atingiu 172 embarcações desde 6 de julho. De acordo com o comando ucraniano, foram 118 navios atingidos no Mar de Azov e 54 no Mar Negro em 13 dias de campanha.
O objetivo declarado da operação é paralisar a logística marítima usada pela Rússia para transportar petróleo, combustível e cargas diversas, especialmente por rotas associadas à chamada frota sombra, usada para contornar sanções internacionais. A Ucrânia diz que tenta inutilizar a capacidade de navegação dessas embarcações sem provocar grandes vazamentos de óleo no mar.
A campanha representa uma nova fase da guerra naval entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dias, Kiev ampliou os ataques contra embarcações comerciais e logísticas que, segundo as autoridades ucranianas, sustentam o esforço de guerra russo. O site especializado gCaptain informou que, até 16 de julho, a Ucrânia já havia reivindicado ataques contra 147 embarcações ligadas à Rússia em apenas 11 dias.
A escalada também começa a afetar setores da economia russa. A Reuters informou que ataques ucranianos contra refinarias e a intensificação dos combates no Mar de Azov já pressionam produtores agrícolas no sul da Rússia, com dificuldades no abastecimento de diesel e restrições nas rotas de exportação de grãos.
Moscou acusa Kiev de atacar a navegação civil, enquanto a Ucrânia afirma que os alvos fazem parte de uma rede logística usada para financiar e abastecer a guerra russa.