A Argentina iniciou uma nova rodada de exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos no Atlântico Sul, com a participação do porta-aviões USS Nimitz e do destróier USS Gridley. As manobras ocorrem na zona econômica exclusiva argentina e foram autorizadas por decreto do presidente Javier Milei.
A operação começou na terça-feira e deve seguir até quinta-feira, com foco em coordenação naval, defesa, ataque e ações de busca e salvamento. O treinamento também integra o esforço de aproximação militar entre Buenos Aires e Washington, que ganhou força desde a chegada de Milei ao poder.
O USS Nimitz entrou em águas argentinas no domingo e, na terça-feira, estava posicionado nas proximidades de Mar del Plata, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. A presença de um porta-aviões nuclear norte-americano na região dá peso simbólico e operacional ao exercício, ampliando a visibilidade da cooperação bilateral.
Além das atividades no mar, o governo argentino também liberou a entrada de militares e equipamentos dos EUA para o exercício Atlantic Dagger, iniciado em 21 de abril e previsto para terminar em 12 de junho. Os treinamentos acontecem em instalações como a Base Naval de Puerto Belgrano, a VII Brigada Aérea em Moreno e a guarnição militar de Córdoba.
Unidades argentinas, incluindo o destróier ARA La Argentina e a corveta ARA Rosales, também participam das atividades. Para Buenos Aires, a iniciativa busca aumentar a interoperabilidade com as forças norte-americanas e padronizar procedimentos em cenários marítimos de maior complexidade.